Recordando os velhos tempos...


  Bonjour ! Então amores, não postei duas vezes essa semana pois estava querendo fazer um post especial para vocês, pra quem está estranhando o fato do post ser hoje, eu tinha avisado lá no twitter.
  Depois de muita pesquisa, minha mãe atacou de fotógrafa e personal stylist e eu virei modelo para poder retratar a moda das décadas passadas. Aproveitem o post. Ps : Para ver as fotos maiores, é só clicar em cima.
 


   Anos 20, época das melindrosas.

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Os cabelos, lisos ou ondulados, eram usados em um corte chanel curtíssimo e franjinhas também eram presentes.



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Chapéus pequenos arredondados (cloche) , eram a marca da época.


- O comprimento das roupas eram na altura do joelho em cintura baixa e caimento reto.

- Make : Sobrancelhas finíssimas, olhos marcados esfumaçados, boca forte.

- Colares de pérolas não podiam faltar.

- E claro, não podemos esquecer das roupas de franjinhas, muito usadas pelas irreverentes  melindrosas.


- Nos anos 20 , ao som do Jazz, surgiu a dança Charleston , que era um divertimento dos cabarés.


1922 - Ocorreu a  1°Semana de Arte Moderna no Brasil.


1925 - Pela 1° vez Joan Miró e Pablo Picasso expuseram seus trabalhos em Paris.

1929 - A bolsa de NY registra a maior baixa da história.

  
  
Anos 30. Olá, glamour hollywoodiano.

 Os cabelos, já não eram tão curtos, cresceram um pouco mais. As cinturas começaram a ser mais marcadas , dando um toque mais feminino e as saias cresceram. Os vestidos passaram a ser acompanhados de boleros ou capas.

- Devido a crise, os tecidos como algodão e casimira foram os mais procurados, pois eram mais baratos.

- Os decotes surgiram.

- A atriz Greta Garbo era o ícone da época.

- A prática de espostes fez surgir o short, a partir do uso da bicicleta.

- Óculos escuros tornou-se acessório indispensável.


Em 1935, Salvatore Ferragamo designer de sapatos fez de sua marca o império do luxo italiano. Gabrielle Chanel continua em alta, mas aparece o 1° estilista americano a fazer sucesso em Paris : Mainbocher.
 O estilo art-déco e a aerodinâmica norte-americana dominou a arquitetura e decoração.
 Surgiram as butiques, grandes maisons que assinavam os produtos "já prontos" o caminho para o nosso conhecido termo "prêt - à - porter".
 Em 1939, por causa da 2° Guerra Mundial, as roupas já apareciam com uma linha militar, como as saias, com fendas laterias para o uso da bicicleta, pré supondo os dias difícieis. Grandes maisons foram fechadas, o vestir e o comportamento da época seriam drasticamente mudados.


  Anos 40 , a Guerra na Moda.
                             Em junho de 40 a França foi ocupada pelos alemães. A Alemanha tentou transformar Berlim e Viena, na então nova sede da moda, a nova Paris das grandes maisons. Falhou, lógico ! 92 ateliês continuaram abertos em Paris.
  A moda era militar, sapatos mais pesados e o comportamento mais sério. Os tecidos escassos deram lugar aos alternativos e baratos, como a viscose, o raiom e as fibras sintéticas. Os mais resistentes eram os curingas da vez , como o "tweed".
  O corte era reto e masculino, as jaquetas tinham ombros marcados, as saias eram mais curtas, com pregas finas ou drapeadas.
  As calças compridas deram o ar da graça, como forma de praticidade e os vestidos que imitavam uma saia com um casaco eram populares. A necessidade de manterem-se belas e na moda faziam com que mulheres riscassem com o lápis de maquiagem uma linha na parte de trás da perna, para imitar as costuras das meias calças, extintas no mercado. Outras ousavam com as pernas nuas e meias soquetes.
  A necessidade de dar glamour aos trajes não tão requintados da época, fez com que descobrissem no chapéu a elegância e a criatividade de que precisavam.


- Jacques Fath popularizou seu ateliê nos EUA

- Nina Ricci e Marcel Rochas inovaram botando bolsos em saias

- Alix Grès , famoso por drapear primorosamente o jérsei de seda teve seu ateliêr fechado logo após a inauguração em 1941 pelos alemãs.

- Charles James de 1940/1947 lançou o que seria o futuro look Christian Dior.

 O ready-to-wear (pronto para usar) o era a carta na manga, os modelos eram apresentados em catálogos e entregues em 24 horas. O prêt-à-porter, dos franceses.
 Os EUA fortaleceu-se na moda e lançou o "sportwear" americano. Surgiram com o desenvolvimento do polietileno, os conhecidos potes tupperware. Paris foi liberta em 1944 e as meias de nylon americanas e o Chanel n° 5 foram levados pelos maridos soldados.
 Em 1945 foi criada uma exposição de moda para solidificar a costura parisiense, com bonecas produzidas com trajes completos e como os originais humanos. Em 27 de março de 1945 o "Le Théâtre de la Mode" (O Teatro da Moda) foi sucesso absoluto, composto por 13 cenários e 237 bonecas seguiu para além Paris, como Espanha, Inglaterra, Áustria e EUA.
 Em 1947 Christian Dior lança sua primeira coleção com saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de salto altos.


  Anos 50. Feminilidade.

 Fim da Guerra, vestidos característicos de Dior com metros e metros de tecidos na altura dos tornozelos, cintura marcada, saltos altos, luvas, peles, acessórios e jóias eram primordiais.
 A maquiagem estava de volta, um arsenal em novidades cosméticas. Olhos irresistíveis, pele pálida e lábios intensamente vermelhos eram perfeitos. Revlon, Helena Rubinstein, Elizabeth Arden e Estée Lauder explodiram em publicidades. Na Europa surgiram Biotherm e Clarins com os novos produtos a base de plantas, tendência até hoje.
 Não pensem que os cabelos ficaram de fora, as tinturas capilares vieram com tudo acompanhadas de alisantes e fixadores.
 Os penteados eram coques, rabos de cavalo a lá Brigitte Bardot ou franjinhas.
 Os grupos estilosos se formaram : as ingênuas chiques, ou patricinhas, representadas por Grace Kelly e Audrey Hepburn  ; as sensuais como Rita Hayworth e Ava Gardner,eram as pin-ups americanas, loiras e com seios fartos, tipo "popozudas". As divas, símbolos sexys de beleza eram Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, a estonteante mistura de ingenuidade e sensualidade.
 As revistas Elle e Vogue lançaram através das lentes dos fotógrafos de moda as pioneiras das atuais top models.
 A alta costura foi coroada pelos mestres o espanhol Cristobal Balenciaga ,
Hubert Givenchy, Pierre Balmain, Chanel, Madame Gres , Nina Ricci e lógico, o senhor da década, Christian Dior, falecido em 1957.
 Em 1954, surge o salto agulha pelo francês Roger Vivier, em 1959 o salto shock, encurvado para dentro, além do bico chato e quadrado. Também em 54 Chanel reabre sua maison em Paris aos 70 anos de idade e imortalizou o tailleur com guarnições trançadas, a bolsa a tiracolo em matelassê e o scarpin bege com ponta escura.
 A indústria da moda estava fortalecida nos EUA, na Inglaterra e na Itália, era a moda acessível a todos. Os símbolos de glamour das estratégias econômicas das marcas eram : o lenço de seda Hermès, que Audrey usava, o perfume Chanel n°5 , de Marilyn e o batom Coronation Pink, lançado por Helena Rubinstein para a coroação da rainha da Inglaterra.
 A mulher dos anos 50 devia ser bela, bem cuidada, boa dona de casa, esposa e mãe.Para a sua ajuda criaram o aspirador de pó e a máquina de lavar roupas.
 Ao som do Rock in Roll surgiu a moda colegial, além das saias rodadas, as moças usavam calças cigarretes, sapatos baixos, suéter e jeans. Os homens ficaram com um estilo de James Dean, jaqueta de couro e jeans. Marlon Brando deu a camiseta branca o status de juventude eterna. Na Inglaterra surgiram os "Teddy-boys" com longos jaquetões de veludo coloridos e topetes enrolados.


  Anos 60 . Liberdade de Comportamento.

 O sucesso do Rock and Roll e o rebolado de Elvis era a bola da vez. O jovem já contava com uma moda própria e não a que derivava dos seus pais.
 A minissaia era a coroação da nova década. A inglesa Mary Quant dividia sua criação com o francês André Courrèges, porém a própria Quant afirmou : "A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou." Nunca as ruas tiveram tanta influência como nesta década. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent de japonas e saharienes (estilo safári ) tiveram influência na moda das ruas de Londres e Paris.
 Jovens e promissores estilistas surgiram como Ossie Clark, Jean Muir e Zandra Rhodes. Na américa, Bill Blass, Anne Klein e Oscar De  la Renta, entre outros, tinham um estilo próprio, variando do psicodélico (inspirado na art nouveau ,do oriente, do Egito antigo e até das viagens das drogas) ou geométrico e romântico.
 Em 65, na França,  André Courrèges revolucionou com roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas, e sua visão futurista em suas "moon girls" , de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes.
 Saint Laurent, lançou os tubinhos inspirados na arte neoplasticistas de Mondrian e o italiaco Pucci , coloriu a moda com estampas psicodélicas.
 Paco Rabanne, quem diria, usou alumínio em suas criações.
 As lingeries, também sofreram mudanças, com a popularização da calcinha e da meia calça, sinônimo de conforto e segurança, tanto para o uso da minissaia, quanto para dançar twist e rock.
 Em 1966 - moda unissex , com o jeans a camiseta branca e o lançamento do smoking feminino, a mulher ousou vestir-se com roupas tradicionalmente masculinas.
 O termo costureiro deu lugar ao chamado estilista.
 O estrelismo dos Beatles, chamou a atenção para a moda londrina, transformando Londres no centro da moda. As "chelsea girls" eram as fashions do momento com cabelos longos com franjinhas e olhos marcados. Catherine Deneuve era o ícone da admiração feminina, mas os anos 60 não seriam os mesmos sem o estilo da modelo e atriz Twiggy. Bem magra, cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador (sua marca registrada).
 Olhos marcados, batons claros até brancos e perucas, muitas perucas, representam bem a década de 60. O Kanekalon era a inovação das perucas.
 No Brasil, a Jovem Guarda era a vitrine da moda. Wanderléa de mini, Roberto com roupas coloridas e os cabelões eram "tudo de bom".
 No final dos anos 60, a moda viajou para São Francisco nos EUA , berço do movimento hippie.
 A moda étnica ganhou terreno com casacos afegãos, fulares indianos, túnicas floridas, e uma série de acessórios da nova moda, tudo kitsch, retrô e pop.
 As roupas tinham identidade própria , ganhando bordados, apliques, tinturas (tie-die) , patchwork e franjas, tudo feito a mão. O movimento punk veio trazendo o oposto ao "paz e amor" com um visual e atitudes agressivas.


 Anos 70. A era da Música.

 O movimento hippie perdurou o início da década de 70, sendo sua maior referência, mas teve seu ciclo encerrado com a força das músicas de : John Travolta, David Bowie e telenovelas como Dancing Day's.
 Época de diversidade de estilos, tecidos e comportamento, e algumas mudanças muito importantes ; o jeans ganhou personalidade com vários tipos de tratamentos como dèlavè,  manchado, escovado e aveludado.
 Marcas importantes dominavam o mercado : Levi Strauss (Blue Jeans) , Fiorucci , Cardin , Calvin Klein e Starup e o USTop.
 A moda teve várias influências. A discoteca era o palco de muito brilho, sandálias com meias de lurex, bodys, bustiês, e cor.
 Por outro lado, alguns optaram por uma vida mais saudável, trazendo um conceito mais esportivo para as ruas, algumas famosas representavam muito bem a era da ginástica, como Betty Faria e Jane Fonda.
 Não esqueçam das calças bocas de sino e da calça justérrima da "rebelde " Olivia Newton-John, no filme "Grease" com John Travolta.


  
Anos 80. Moda da Cor.

 Estampas de oncinha, cores cítricas, ombros largos (ombreiras), cortes de cabelo assimétricos e acessórios indispensáveis, "fakes".Tailleurs conviviam  com roupas de moletom e cotton-lycra herdados das academias.
 Os anos 80 foram os anos dos brechós. A alta costura também ousou trazendo às passarelas um ar barroco e dramático aos desfiles pelas mãos de Cristian Lacroix, Karl Lagerfeld e Jean Paul Gaultier.
 Grandes destaques perduram até hoje : o surgimento do "strech," que ajustam as nossas roupitas. Giorgio Armani, em 81 lançou a sua grife Empório Armani, marca de elegância feminina e masculina.
 Tendências surgiram : new romantics, darks, góticos, metaleiros e rastafaris. Os videoclipes e os filmes levaram a moda da música aos fãs.
 A costumização virou mania e deu origem a alguns movimentos como o "grunge" já no início dos anos 90.
 Liberdade de estilos, porta aberta para os excessos. O exagero para alguns era pura cafonice, para outros uma forma de expressão. Quem não lembra dos laços da viúva Porcina na novela da Globo, também usados por Madonna e os seus muitos acessórios ?
 Sandálias de plástico (Melissas) de todas as cores, calça baggy e semi-baggy, manga morcego, balonê, legging, scarpin, cores neon, tule, não parece que estamos falando dos nossos dias ? Tudo herança dos anos 80. Xuxa quem deve lembrar-se bem.


  Anos 90, a era das Tops.

 A influência da Madonnna ultrapassou os anos 80 e permaneceu nos anos 90.
 A moda "beach" cresceu e apareceu nos EUA e aqui, lá os bermudões largos, t-shirts (camisetas), calças despojadas e camisas xadrez e aqui o up do surfwear, a moda surfista não limitava-se as praias e aos campeonatos de surf, o que era só beach, passou a ser também, street.
 As girls reviviam a moda do passado, anos 60, nas cores claras e tiaras, os anos 70, nas plataformas.
 Jean-Paul Gaultier reinou junto a Giorgio Armani, que lançou em 1991 a loja AX (Armani Exchange) com preços mais acessíveis.
 O fenômeno top model explode com rostos como Linda Evangelista, Naomi Cambell e Cindy Crawford, aqui Luísa Brunet e Monique Evans que foram as estrelas dos anos 80 ainda disputavam beleza. Desfilando biquínis asa-deltas nas praias cariocas.
 O make era leve e natural, nada de pele pálida.
 Yohji Yamamoto era o nome da alta costura atual, senhor de um conceito mais discreto e elegante. Sua moda era neutra, suas formas mais amplas, seus sapatos mais baixos e sua make quase que imperceptível, porém quem agradava e vestia as tops era Gianni Versace, falecido em 1997, com uma moda colorida (marcada pelo vermelho) sexy e provocante, mais luxuosa. Hoje sua irmã mais nova é a Senhora Versace, mas a cara e o conceito ainda são de Gianni.
 Em 1994, Tom Ford é convidado para a direção artística da Gucci, o jovem americano revolucionou a marca até 2004.

- Aparecem as cinturas baixas.

- Louis Vuitton imortaliza o  já famoso monograma de sua marca.

- Christian Louboutin defende desde 1991 a tradição parisiense do sapato de grife.

- A princesa Diana era símbolo de elegância para muitos.



 Anos 2000.

 A moda dita por muitos, vulgar, da cintura baixa e sem elegância no corpo da maioria, deu lugar a uma necessidade extrema de correr atrás do prejuízo e resgatar a cintura alta, o romantismo dos babados, a moda de alfaiataria e lógico, os óculos grandes. É a vez do retrô. Na roupa, nos cabelos, arquitetura e decoração. A lei é : reviva o ontem.

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Modelo : Manuela Paiva (eu) :D
Personal stylist , fotógrafa, maquiadora : Rogéria Paiva, minha mãe.
Roupas : Acervo pessoal.
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Depois de muito trabalho e noites em claro, espero que tenham gostado dessa retrospectiva ! Amanhã é o último dia de mandar as fotos da promoção, corram!

Beiijos , espero que tenham gostado. ♥

Sirva-se de bom gosto, Menu de La Mode, Por Manuela Paiva Ellon. 
twitter | flickr











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Read Comments

10 amores comentaram! E você, já comentou?:

anne.bitellokerbes@hotmail.com disse...

lindo lindo , voce tem muito estilo , te admiro muito manuzinha chatinha !

Robertinha disse...

Realmete está maravilhoso manu, você tem muito estilo! Beijos

Juliana S* disse...

Adorei Manu! Ficou muito bacana você como modelo e as roupas.. Arrasou!

Damn disse...

aaaah post lindo *-* ♥

Ana Carolina disse...

Suuuuper linda! Amei as fotos e produção.
Mandou super bem no post, como sempre!

Juliana Pedroso disse...

ai que tudo! nunca reparei em como a história da moda influenciou tanto no dia-a-dia. amei você de modelo (e que 'acervo pessoal' farto você tem, hein?). besos ;*

lelee disse...

esta lindo, adorei a novidade de vc como modelo rs. parabéns!

Natalia disse...

você saiu LINDA *-*
adorei amiga, bjs

Bárbara Thaffns disse...

melhor post manú! gostei :D

Raquel disse...

o melhor EVER, curti muito a retrospectiva, gosto muito do glamour dos anos 40 (:

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